Como deve dar para perceber este é um relato diferente dos outros, ele não tem nada que foi escrito durante a viagem e tem a mesma data do anterior. Por algum motivo eu esqueci de falar de Versailles enquanto estava por lá. Após escrever a entrada anterior sai para conhecer Versailles, bom na verdade fui apenas conhecer o palacio de Versailles. Que é a principal atração desta cidade.
Versailles é bem perto de Paris e poderia até ser considerade a mesma cidade. Para chegar lá é preciso pegar o RER, o que me deixou um pouco nervoso, pois no mesmo trilho passam trens que vão a diferentes lugares. Um pequeno luminoso indica qual o trem que vai passar depois. Nada complicado na verdade, mas quando se está em um lugar aonde ninguêm entente o que você fala, um pequeno erro pode ser um problemão.
Chegando à versailles logo ao lado da estação tem um enorme jardim com um arranjo de flores muito bonito. O palacio fica a algumas quadras da estação de RER, uma pequena caminhada na mesma direção que quase todos que sairam do trem e voce chega ao palácio. A fachada é bem impressionante, ,mostrando que o palácio é bem grande. A visita ao palácio é dividida em diversos passeios diferentes que são pagos separadamente. Fui ao que me pareceu ser o principal, que continha os aposentos reais e a sala de espelhos.
Uma coisa que impressionava um pouco era as cores de todos os aposentos. Tinham quartos com as paredes cobertas de tecido vermelho (ótimo se o principe tivesse asma), e escritórios cobertos por decorações não menos chamativas. Sem contar com os afrescos no teto que eram muito bonitos, mas se você pensar que alguêm morava ali, bombardeado por todas aquelas cores o tempo todo, não é menos que o esperado que todos aqueles nobres fossem loucos mesmo. Outra coisa engraçada era a proporção da cama do principe, a cama era super curtinha e larga quase como se estivesse colocada de lado.
Mas logo eu veria a real atração de versailles, ali dentro do castelo, passando por corredores suntuosos e cobertos de pinturas belissimas ou espelhos gigantes. Mas o que chama mais a atenção está na janela. Entrando por elas está a vista para o jardim de versailles. Visão esta que domina até o horizonte, com lagos cuidadosamente construidos. Sigo em frente, agora com um pouco mais de pressa, pois mal podia esperar para conhecer o jardim.
O jardim é dividido em duas partes, uma para a qual é necessário pagar uma entrada e que contém cerca de 12 sub-jardins cada um seguindo um desenho diferente, e as vezes até mesmo um estilo diferente. Eu fico andando e imaginando que naquele mesmo lugar nobres e reis franceses passearam. Na minha cabeça maluca fica pensando que o meu sapato iria trazer a poeira que os reis pisaram para o Brasil.
Depois de diversos chafarises e estatuas, sai para a parte publica do jardim. Nesta parte tem um enorme lago artificial, aonde se pode alugar pequenos botes e ficar passeando por ele, não consigo imaginar nada mais romântico do que isto. Nas margens deste lago retangular as pessoas ficam tomando sol e matando o tempo. E nesta sexta de sol podia se encotrar muitas pessoas largadas ali naquela grama rodeada de enormes arvores cuidadosamente cortadas para se tornarem um perfeito muro verde. Depois rodei um pouco mais pelos jardins, a parte que é paga, e voltei.





